BLOG CARLOS RIBEIRO

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sábado, 28 de abril de 2012

Exposição “A Terra vista do céu”, com 130 fotos aéreas do francês Yann Arthus-Bertrand

O fotógrafo e ativista Yann Arthus-Bertrand em ação dentro de um balão: 20 anos de imagens

No ritmo do calendário verde do Rio de Janeiro, foi inaugurada dia 27 de abril a exposição “A Terra vista do céu”, com 130 fotos aéreas do francês Yann Arthus-Bertrand. As imagens, de dois metros por 1,40 metro, mostram novos ângulos de antigos cenários e também revelam lugares e hábitos pouco conhecidos. Junto às fotos, que denunciam a devastação do planeta mas também exibem uma beleza estoneteante, serão expostas onze imagens do Rio de Janeiro. A exposição, apesar de ter rodado o mundo, chega ao Brasil com essas fotos inéditas tiradas na cidade sede da Rio+20. Foram capturadas imagens da praia de Ipanema, do piscinão de Ramos e do morro da Coroa, na região central.


A mostra acontece na Cinelândia, no centro do Rio, a céu aberto. Ela ficará na praça até 24 de junho, dois dias depois do encerramento da conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. “Foi estranho o Brasil não ter recebido essa exposição antes. Mas, em compensação, chegou no timing perfeito. Será um prelúdio da Rio+20. Será um momento estratégico”, diz o francês Christian Bouldier, produtor da exposição e diretor da produtora BomFilm. Para ele, a badalação da cidade em decorrência da Rio+20 ajudará a chamar atenção para as bandeiras da preservação do meio ambiente levantadas por Arthus-Bertrand, fotógrafo-militante da natureza.
“Penso que é necessário fazer pequenas coisas para que elas se tornem grandes. Não pretendo mudar o mundo sozinho. Todo mundo pode ajudar, e eu, no caso, tiro fotos. Tornei-me um ativista. O meu trabalho é para convencer de que é preciso mudar, tento abrir os olhos das pessoas. Nós não queremos acreditar nos problemas ambientais, mas sabemos que eles existem”, afirma Arthus-Bertrand.

Há 20 anos, Arthus-Bertrand leu sobre a Eco 92 no jornal “Le Monde”. Influenciado pela causa ecológica, começou o seu trabalho de tirar fotografias de cima, com o auxilio de helicóptero e balão. No ano 2000, o fotógrafo exibiu, em Paris, pela primeira vez, essa sua exposição, que denuncia a forma predatória com que o homem de trata o meio ambiente, ao mesmo tempo em que lembra, através de uma lente mais esperançosa, as belezas naturais do planeta. “Voltar vinte anos depois ao Brasil para exibir essa exposição será especialmente diferente porque tentaremos mostrar o que aconteceu nessas últimas duas décadas com o meio ambiente”, afirma Arthus-Bertrand, que desembarcará na semana que vem para a abertura da exposição.


Junto com “A Terra vista do céu”, será exibido o novo documentário de Arthus-Bertrand, chamado Planeta Oceano, de 1h30 de duração. Foram feitas filmagens em diversas partes do mundo, inclusive no Rio de Janeiro. As imagens da cidade foram realizadas durante dois dias de fevereiro. “É um filme político, para sensibilizar governos e organizações sociais”, explica Bouldier. A exibição será no dia 29 de junho, no cinema Odeon, localizado na mesma praça onde estará a exposição. No mesmo dia, o documentário passará na televisão francesa.


Planeta Oceano fará parte de uma bateria de filmes sobre meio ambiente a serem exibidos durante ou dias depois da Rio+20. Arthus-Bertrand está à frente desse festival, organizando debates sobre a temática. No dia 18, será a vez de estrear, no mesmo cinema, o filme “Amazônia eterna”, cujo mote são as florestas. “É outra maneira de participar da conferência”, diz Bouldier.


Um projeto educativo, também envolvendo Arthus-Bertrand, será feito em paralelo no Centro Cultural da Justiça Federal. O documentário Home: Nosso Planeta, Nossa Casa também foi dirigido pelo fotógrafo e ficará disponível em duas salas do centro cultural para receber estudantes a partir dos 11 anos. É um projeto voltado para as escolas e para a conscientização dos alunos. A ideia é que os jovens possam ver a exposição na Cinelândia e, em seguida, assistir ao filme, que conta a história do planeta Terra. "É muito tarde para ser pessimista", resume.


O amigo e confrade, Fotográgo Marco Color e o fotógrafo e ativista Yann Arthus-Bertrand

Fonte:  http://www.marcocolorfotografo.com/

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