BLOG CARLOS RIBEIRO

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terça-feira, 26 de junho de 2012

26 de Junho - Dia Internacional de Combate às Drogas



Em 1987, a Organização das Nações Unidas (ONU) determinou 26 de junho como o Dia Internacional de Combate às Drogas. A primeira conferência sobre o assunto foi convocada pela ONU em fevereiro de 1990, firmando de 1991 a 2000 como anos internacionais de combate às drogas.

Em 1997 a ONU criou o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) com o objetivo de prestar cooperação técnica aos países-membros para reduzir os problemas na área de saúde (como o HIV) e social (como a violência) que tenham relação direta ou indireta com drogas ilícitas e o crime. A cada ano, no mês de junho, o UNODC prepara uma campanha internacional de prevenção a drogas, visando contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dos países ao promover justiça, segurança, saúde e direitos humanos.

As drogas já se tornaram um mal social em todo mundo. No Brasil, os dados são particularmente alarmantes. De acordo com o mais recente estudo apresentado pela ONU, a proporção da população brasileira que consome cocaína e seus derivados cresceu de 0,5%, em 2001, para 39,7%, em 2010. Em 2001, 1em torno de 2% dos brasileiros entre 15 e 65 anos consumia a droga, hoje (junho de 2011), diminuiu a idade e aumentou o percentual... 12 a 67 anos, chegando ao alarmante índice de 22,3%. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o mundo tem pelo menos 600 milhões de usuários de drogas ilícitas, dos quais cerca de 200 milhões são dependentes e apenas 500 mil procuram ou estão em tratamento.

Neste ano de 2011, sentimo-nos mais a vontade para falar sobre o tema, já que projetos, programas e campanhas e a mídia como um todo abrem espaço para a população conversar sobre o assunto sem tanto preconceito ou segredos.

Não cabe a população a tarefa de repressão e punição ao tráfico. A nós cabe a grande tarefa de reestruturar os núcleos familiares de nossa sociedade. Devemos exigir sim que a polícia e a justiça façam a sua parte com mais firmeza e nós faremos a nossa, que não é pequena.

As drogas surgiram para curar, e as conseqüências do abuso estão se tornando a doença mais grave do século. Nos dias de hoje, nos chama a atenção e nos preocupam, os jovens começando a usar drogas mais cedo, ainda crianças, e raramente usam uma droga só - eles fazem uso de várias drogas simultaneamente, a começar pelo álcool. E é certo que a intoxicação, os prejuízos e a overdose, como o risco de dependência aumentam. Temos um novo perfil de dependentes nesse século: são mais jovens e poli-usuários, isto é, usam várias drogas simultaneamente.

É ledo engano fazer vistas grossas à experimentação na adolescência, pensando ser rebeldia da idade e coisa passageira. Também não podemos minimizar os prejuízos do uso de drogas ditas mais leves ou lícitas, como o álcool, maconha, comprimidos, chás, anabolizantes. Todas são traiçoeiras. Começar o uso de álcool precocemente é preocupante, como é a experimentação da maconha. O jovem tem prejuízos com a memória, concentração e a chamada síndrome antimotivacional, ou seja, a pessoa se torna apática e tem dificuldades em persistir em alguma tarefa ou estudo. A percepção de muitos quanto aos riscos do álcool e da maconha é mínima, então deixam a experimentação rolar e quando abrimos os olhos o vício está instalado.

Para os que usam as drogas como comércio, nada interessa além do lucro. Nele, o respeito pela vida e pela dignidade humana é conduta desprezível. O mesmo acontece com os drogaditos (adictos). Eles não pensam em lucro, mas no dinheiro fácil para poder adquirir a droga, que vai lhes tirar a qualidade de vida e os valores morais. O consumo de drogas leva a infrações, crimes e prisões, e é capaz de destruir qualquer estrutura familiar. Em diversos casos, o drogadito infrator vem de núcleos familiares perfeitamente estruturados. Lares onde o jovem teve oportunidades de estudar e se preparar para uma carreira profissional. Mas essas estruturas familiares acabam quando a droga entra em cena. É muito comum um jovem passar a cometer infrações para comprar entorpecentes. Começam com pequenos furtos em casa e assaltos na vizinhança ou na casa de pais de amigos. Conforme cresce o vício da droga, cresce a mentira e a ousadia da prática criminosa.

É dever da família se informar e orientar principalmente os jovens, para tanto deve buscar boas leituras e participar de grupos de auto ajuda ou ajuda mútua. A família é o melhor núcleo para se fazer prevenção, como é o maior recurso para o dependente de drogas. Quando a família não assume o problema ou desiste de ajudar, o usuário ou dependente fica numa situação de grande vulnerabilidade.

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