BLOG CARLOS RIBEIRO

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Falando de Olímpiada  de Londres




Maldição do parquinho?






Que o ouro era improvável, já se sabia. Afinal, embora Cesar Cielo ainda seja o recordista mundial dos 100m livre (marca da época dos supermaiôs), os tempos que vinha obtendo na distância, ultimamente, não aconselhavam esperanças douradas. Mas havia expectativa de que, pelo menos, repetisse o bronze de Pequim. Não deu. Acabou em sexto. Resta sua melhor prova: os 50m livre, em que o ouro é quase obrigação.



A decepção de ontem me lembrou outras frustrações, aqui em Londres, como os irmãos Hypolito (principalmente, Diego), que caíram na ginástica, Fabiana Beltrame, campeã mundial que fracassou no remo, e Jade Barbosa, que conseguiu ser cortada antes mesmo da viagem. O que têm em comum? Fazem parte do “projeto olímpico” do Flamengo, menina dos olhos da presidenta Patrícia Amorim.

Aí, acabo recordando iniciativa semelhante, capitaneada por Eurico Miranda, no Vasco, nas Olimpíadas de Sydney (aquela da “chuva de prata”, onde colecionamos vices sem ganhar um ouro).

Agora, a delegação rubro-negra é composta por 20 atletas, fora técnicos e cartolas, inclusive a própria Patrícia Amorim. E as chances de essa turma toda voltar de mãos abanando começa a ficar grande. Ou Cesar Cielo salva a pátria nos 50m livre, ou o fracasso de Patrícia nos Jogos será quase tão grande quanto o que experimenta no futebol. Só lhe restará, então, o orgulho do “parquinho”...






A fonte secou?



Leandro Guilheiro, anteontem, e Thiago Camilo, ontem, eram medalhas consideradas certas. Candidatos ao ouro, nem ao bronze chegaram. Medalhistas em duas Olimpíadas, lutavam por uma inédita terceira conquista no tatame e, pela primeira vez, voltam dos Jogos sem nada. Após um início esfuziante, o esporte que mais medalhas deu ao Brasil em Olimpíadas (17) parou.







No remo, o mais lento do mundo




O nigeriano Hamadou Djibo Issaka, de 35 anos, que começou a remar há seis meses em um barco de pesca, tornou-se “o mais lento” da história do remo em Olimpíadas, na categoria single skiff. Mesmo assim, virou o queridinho da torcida, que o aplaudiu de pé quando, enfim, concluiu a prova, reconhecendo seu esforço e seu espírito olímpico. Ele cruzou a linha de chegada quase dois minutos depois do vencedor


Do calcanhar à lambreta



O adversário era fraquíssimo, mas em outras situações parecidas já andamos nos complicando. Por isso, foi bom ver o passeio diante da Nova Zelândia, com direito a mais um gol nascido num belo toque de calcanhar (desta vez, de Marcelo) e a boa atuação de Leandro Damião, que estava mesmo precisando desencabular com a camisa amarela. Ele fez gol e acertou até a “lambreta”, uma de suas especialidades.

Ainda não tivemos, é fato, um adversário de porte nestes Jogos. Mas a Espanha e o Uruguai também enfrentaram “babas” e já dançaram!

Com 100% de aproveitamento na primeira fase, o time de Mano virou, então, o grande favorito ao inédito ouro olímpico. Tomara que o conquiste e, junto com ele, a confiança necessária para esta garotada se firmar para a Copa de 2014.

O próximo compromisso, já na fase de mata-mata, será contra Honduras, que chega invicta e com uma vitória sobre a badaladíssima (e decepcionante) Fúria. É o bastante para que Neymar, Oscar e Cia. fiquem bem espertos.

Neymar, aliás, perdeu, ontem, um gol incrível, num lance que Deivid assinaria. Pixotada à parte, o moleque da Vila segue candidatíssimo a craque do torneio olímpico.



Tramoia e trambique



Não serão reembolsados os ingressos das partidas de badminton anuladas pela desclassificação de quatro duplas femininas (duas sul-coreanas, uma chinesa e uma da Indonésia). Elas protagonizaram cenas bizarras tentando perder propositalmente. O Locog diz que a devolução do dinheiro abriria precedente perigoso. Absurdo!



Anônimo famoso
Um repórter da emissora de TV americana NBC, uma das maiores dos EUA, entrevistou o ex-campeão olímpico (e ex-campeão mundial dos pesos-pesados) Evander Holyfield sem se dar conta. Durante uma reportagem nas ruas de Londres para saber a opinião do público em relação à cerimônia de abertura (um típico “O povo fala”), o ex-pugilista foi abordado por acaso e o jornalista não o reconheceu. Holyfield deu sua opinião tranquilamente e depois fez um comentário irônico e bem-humorado sobre o episódio no Twitter:

“Vejam bem, o @todayshow (programa no qual a entrevista foi ao ar) fez um bom trabalho. Estava mesmo difícil de me reconhecer com o boné. Poderia ter acontecido com qualquer repórter (risos)!”


OlímpicasTwitter gozador

Os muitos assentos vazios nestas Olimpíadas de Londres viraram piada no Twitter, como revela o “Evening Standard”. Um perfil falso foi criado com o nome “O lugar vazio” e em apenas dois dias já conseguiu mais de 16 mil seguidores. O autor anônimo publica mensagens bem-humoradas. Uma delas diz: “Estou deprimido. Meu ideal de vida sempre foi ser um assento olímpico, para dar conforto aos fãs do esporte. Meu avô foi um assento olímpico nos Jogos de 1948. Quis seguir seus passos. Talvez as coisas tivessem sido diferentes se eu fosse escolhido para outro esporte, como o vôlei de praia feminino, por exemplo”.

Faxineiro ou X-9?
As equipes de limpeza e segurança da Vila Olímpica foram instruídas a ficarem atentas a quaisquer vestígios de substâncias ilícitas encontradas nos apartamentos dos atletas. A iniciativa é parte de uma estratégia para auxiliar o controle antidoping. Os funcionários foram orientados a prestar atenção principalmente a remédios de tarja preta, caixas de comprimidos e substâncias de aplicação intravenosa.

Camping olímpico

Com os preços estratosféricos dos aluguéis nos arredores do Parque Olímpico, muitos visitantes estão optando pelos acampamentos como acomodação alternativa. Até clubes esportivos estão abrindo as portas para receber as barracas dos turistas.

Revelação


Adrian Gemili, corredor de 100 metros da Grã-Bretanha, era jogador do Dagneham, da Quarta Divisão inglesa. Num treino, o preparador físico ficou impressionado com o seu pique e aconselhou-o a trocar de esporte. Acertou na mosca. O ex-ponta-direita de poucos recursos técnicos acabou na equipe olímpica de atletismo do Reino Unido.

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