BLOG CARLOS RIBEIRO

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coluna Eletrônica Eliane Guedes



  
Ola,

Quando realizamos o que gostamos de fazer, e o fazemos com a plena consciência de estarmos fazendo o Bem, isto nos leva a sublimação dos sentimentos e da realização plena de nossa arte.

Falar de artesanato é um imenso prazer, porque falo de minha arte e de que como sou previlegiada por fazer o que mais gosto.Sou uma artista plástica que optou pelo artesanato. Sou uma ARTESÃ.

Enfim, o artesanato, ainda nos dias atuais, por muita gente, por incrível que pareça não é visto como uma arte. Em nossa região temos artistas artesãos de altíssima qualidade e que normalmente não são vistos por quem só vê a própria arte. Nós da Casa Atelier, demos o exemplo, homenagiamos diversos artistas plásticos e de outros segmentos culturais, por que a cultura e a arte se fundem quando queremos ver e ouvir o Belo, sem discriminações.

Não é o que acontece muitas vezes em nossa região. É certo que devemos separar o joio do trigo, que nem todos que cortam ou colam , são artesãos. A diferença e de quem faz artesanato para o artesão, é que este elabora suas peças com alma, deixando como a brisa, suas inspirações, transformando suas peças em verdadeiras obras de arte. Estes são ARTESÃOS, os demais quando muito fazem artesanato.

O posicionamento firme em defesa da nossa arte, não é somente para ocupar um espaço público, para a venda, mais é acima de tudo pela valorização da própria arte, das peças feitas com esmero e criatividade.

Este é o verdadeiro caminho para o perfil do artesanato em nossa região.

Devemos buscar, não pseudo- líderes ou lideranças, mais o melhor para nossa arte. Com isto ganharemos o respeito de outros segmentos, dos gestores da cultura e da população de uma forma geral. Como podem pedir o respeito das autoridades, se continuarem trocando os pés pelas mãos, e não se posicionarem como artistas de valor, mais como total dependente das decisões das instituições públicas.

Por que não se unirem e organizarem feiras e outras atividades mostrando a independência cultural de suas manifestações artísticas além de lutarem por seus espaços?

Fizemos assim e hoje temos o respeito que muitos gostariam de ter, Sou artesã sim, porque crio, transformo peças simples em obras de arte, que quem conhece, sabe apreciar. Sou uma artista, sou artesã e o respeito é inerente, porque todos e principalmente os demais artistas, sabem respeitar quem faz arte de verdade.

Dignidade ao Artesão Respeito à Cultura.


Eliane Guedes
 
 





Programa Gente Que Faz - Espaço Cultural - Cabo FrioEntrevista com Nininha Dantas -coordenadora do espaço - e Reynaldo Kaó - artista plástico
 
 
 

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