BLOG CARLOS RIBEIRO

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Funk de Norte a Sul do estado: Caravanas pelo interior estão divulgando o edital de funk, aberto até o fim do mês

A gravação e o lançamento do CD de funk melody da MC Tainá Werneck, petropolitana, foram apoiados pelo edital pioneiro da SEC.
 
 
O funk mobiliza milhares de pessoas na cidade do Rio, mas vai bem além das fronteiras cariocas: de Aperibé a São Gonçalo, a cultura funkeira gera frutos por todo o interior do estado. Pensando nisso, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) vai fazer, a partir desta quarta, dia 15, caravanas para divulgar o edital de Bailes e Criação Artística no Funk, que recebe inscrições até o dia 31 de janeiro.

Equipes da SEC vão a São Gonçalo, Niterói, Belford Roxo, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Angra dos Reis, Bom Jesus do Itabapoana, Campos dos Goytacazes, Macaé, Cabo Frio, Petrópolis, Três Rios, Barra do Piraí, Volta Redonda e Barra Mansa. O objetivo é divulgar o edital que apoiará Projetos de Bailes e Criação Artística no Funk.

“A caravana tem como proposta chamar para o edital artistas e produtores de todo o estado e também falar de outras iniciativas apoiadas nessas localidades, além de oferecer oficinas para os interessados  Vamos abordar temas como escrita do projeto, o que é uma planilha orçamentária, o que é um termo de concessão, etc. Essas informações servem para esse edital e também para os próximos que serão lançados, pois a metodologia é a mesma”, explica Marcelo de Moraes, assessor da Coordenadoria de Diversidade Cultural, que está organizando a caravana.

Segundo Marcelo, os municípios visitados, assim como a capital fluminense, têm um forte movimento cultural na área do funk. Dentre os contemplados no primeiro edital voltado especificamente para a comunidade funkeira, lançado em 2011, estão iniciativas como o CD Viva o Funk, de artistas de Macaé, o CD da MC Tainá Werneck, de Petrópolis, e o projeto Funkinter@tivo, que realizou apresentações e oficinas interativas em Aperibé, Itaocara, Santo Antônio de Pádua e São Fidélis, no Noroeste Fluminense.

Lançado no dia 15/12, este segundo edital tem aporte de R$ 650 mil, que serão divididos entre projetos de produção musical, circulação artística, audiovisual, memória e comunicação. Além disso, uma parte significativa do apoio é destinada à produção de bailes funk – o edital se destina à montagem de 60 deles. “A Secretaria de Estado de Cultura entende que o funk é uma das principais manifestações culturais do estado e, por isso, é de fundamental importância o fomento, assim como o apoio do governo para que os bailes funk aconteçam”, diz a Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes.

O objetivo é fortalecer, incentivar e reconhecer o funk como movimento cultural e musical, assim como dar visibilidade às iniciativas culturais promovidas pelos agentes do movimento funk (equipes de som, DJs, MCs, dançarinos, produtores, grupos, bondes, entre outros) e valorizar a participação da juventude nas políticas públicas de cultura.

Júlio Ludemir, autor do livro 101 Funks Que Você Tem Que Ouvir Antes de Morrer, um dos 25 projetos apoiados pelo pioneiro edital de 2011, destaca a importância de preservar e apoiar os bailes funk. “Não existe funk sem baile. Ainda que tenha sido maravilhoso a aposta no meu livro e nos demais projetos do primeiro edital, o funk só vai se renovar se o baile sobreviver. Enquanto não encontramos essa saída, essa alternativa para manter os bailes, vai acontecer com o funk o que aconteceu com o samba, que foi apropriado pela classe média – hoje temos uma cena extraordinária do samba na Lapa, certamente, mas ele não se renova com  a qualidade que poderia ter se estivesse dialogando nas comunidades populares, onde é seu ninho”, compara Ludemir. 

Outros projetos apoiados pelo primeiro edital foram o Funk Móvel,Batalha do Passinho – Giro na Baixada, Alô Funk Digital e a História do Funk em Graffiti, entre outros.

Veja aqui o edital.


Colaboração de Marianna Salles Falcão e Renata Saavedra

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