BLOG CARLOS RIBEIRO

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Divulgando Arte e Cultura...



Exposição: Paredes renovadas no Centro Cultural dos Correios

Espaço abre três exposições ao público nessa  última quinta, dia 30


O detalhe da fachada da Agência Central dos Correios está na exposição 'O Rio que o Rio não vê', no CCC.  


Quem passa com pressa pelas ruas do centro do Rio não nota os personagens e detalhes que habitam suas fachadas: na Biblioteca Nacional, por exemplo, a República, representada por uma jovem, está acompanhada da Imprensa, da Paleografia, da Cartografia e outros campos do saber. No Clube Democráticos, na Rua do Riachuelo, Colombina e Pierrô observam o movimento. Os ornamentos das fachadas arquitetônicas da região chamaram a atenção de Luiz Antônio Teixeira Leite, que abre nessa quinta a exposição O Rio que o Rio não vê no Centro Cultural do Correios.

A exposição reúne 36 fotos e, em cada legenda, haverá uma pequena fotografia da fachada inteira, para que o visitante conheça o prédio de que o ornamento faz parte e possa visita-lo depois com outro olhar. Fotógrafo, designer gráfico e historiador, Luiz Eugênio começou sua pesquisa iconográfica em 2000 e já tem 974 ornamentos mapeados e catalogados, com informações como sua descrição, endereço, uso original, nome do projetista, data e técnica utilizada.

"Milhões de cariocas desperdiçam diariamente a espetacular aula a céu aberto de história da arte e da sociedade brasileiras que representa o Centro do Rio. Como localidade história inicial de fundação da cidade, o Centro está repleto de construções civis e religiosas nascidas ao longo desses quase 500 anos de civilização carioca. E como núcleo principal de uma cidade que foi sede da Colônia, do Império e da República por quase 200 anos, ali se encontram instaladas as sedes das mais diversas instituições públicas e privadas, como igrejas, museus, teatros, bibliotecas, bancos, seguradoras, companhias de navegação, entre outras", diz o artista.

Segundo Luiz, a decoração aplicada à arquitetura já teve papel de destaque, mas entrou em declínio e deixou de ser usada: "A partir de determinado momento a ornamentação das fachadas dos edifícios entrou em declínio, chegando a ser tratada com repulsa. Disso resultou um quase total abandono pelo estudo das artes da ornamentação. O Ecletismo, estilo que mais se valeu da ornamentação para fundamentar seu discurso arquitetônico, acabou por herdar, por tabela, essa repulsa, e tem ficado, desde há muito, esquecido pela historiografia da arte nacional", explica.  


Rochas e rosas também no CCC


Além das fachadas captadas pelo olhar atento de Luiz Antônio Leite, o Centro Cultural dos Correios abre ao público também no dia 30 mostras dos artistas plásticos Lucio Salvatore e Marcela Carvalho. O italiano apresenta 11 obras e uma série de 13 fotografias em Projeto de Redução Espacial, obra criada dentro de uma mina de pedras dolomíticas, cuja areia extraída é usada na construção civil.
"A questão central desse projeto é a meditação sobre a impossibilidade da mensurabilidade. Especificamente sobre a impossibilidade de medir exatamente a relação entre o consumo de recursos e a criação de energia, consequentemente sobre a relatividade do conceito de sustentabilidade", resume Salvatore.

Já Marcela Carvalho, mineira radicada em Nova Iorque, apresenta 16 pinturas na exposição Costurando as rosas. Suas obras retratam mulheres de diferentes origens e culturas que, "em nome do amor", optaram pela liberdade e felicidade pessoal e de seus filhos longe do controle e opressão de seus parceiros.


Colaboração de Renata Saavedra

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