BLOG CARLOS RIBEIRO

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

2 de dezembro, Dia Nacional do Samba!!!



02 de Dezembro - Dia do Samba

O Dia do Samba é uma homenagem a Ary Barroso, Sambista com vários sucessos como "Na Baixa do sapateiro", mas curioso é que quem instituiu a data foi um verdadeiro baiano, celebrando a data em que Ary Barroso visitou a Bahia pela primeira vez. Desde entao os dois estados Bahia e Rio de Janeiro celebram a data, em geral com Shows e Festividades com nome importante da música acontecem em ambas as cidades.



Trem do Samba sai da Central do Brasil em direção a Oswaldo Cruz, SuperVia já realiza evento de celebração à data


samba é um gênero musical, do qual deriva de um tipo de dança, de raízes africanas, surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras. Dentre suas características originais, possui uma forma na qual a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano. Embora houvesse variadas formas de samba no Brasil (não apenas na Bahia, como também no Maranhão, emMinas Gerais, em Pernambuco e em São Paulo), sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro, então capital do Brasil Imperial, onde chegou durante a segunda metade do século XIX levado por negros oriundos do sertão baiano.


O batuque praticado durante o Brasil do século XIX
Em pintura de Johann Moritz Rugendas



No Rio de Janeiro, a dança praticada pelos escravos libertos entrou em contato e incorporou outros gêneros musicais populares entre os cariocas, como a polca, o maxixe, o lundu e o xote, adquirindo um caráter totalmente singular nas primeiras décadas doséculo XX. Um marco dentro da história moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no próprio Rio de Janeiro, com a gravação emdisco de “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil (segundo os registros da Biblioteca Nacional). O sucesso alcançado pela canção contribuiu para a divulgação e popularização do samba como gênero musical.

A partir de então, esse estilo de samba urbano surgido no Rio começou a ser propagado pelo país e, na década de 1930, foi alçado da condição “local” à símbolo da identidade nacional brasileira. Inicialmente, foi um samba associado ao carnaval e posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe. Os contornos modernos desse samba urbano carioca viriam somente no final da década de 1920, a partir de inovações em duas frentes: com um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz e com compositores dos morros da cidadem como em Mangueira, Salgueiro e São Carlos. Não por acaso, identifica-se esse formato de samba como “genuíno” ou “de raiz”. A medida que o samba no Rio de Janeiro consolidava-se como uma expressão musical urbana e moderna, ele passou a ser tocado em larga escala nas rádios, espalhando-se pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe médiatambém.

Jamelão

(1913-2008), intérprete do samba da Estação Primeira de Mangueira, no desfile em que a escola foi campeã com o enredo Carnaval de todos os tempos

Rio de Janeiro, 4 de março de 1960. Correio da Manhã


O samba moderno urbano surgido a partir do início do século XX, no Rio de Janeiro, tem ritmo basicamente 2/4 e andamento variado, com aproveitamento consciente das possibilidades dos estribilhos cantados ao som de palmas e ritmo batucado, e aos quais seriam acrescentados uma ou mais partes, ou estâncias, de versos declamatórios. Tradicionalmente, esse samba é tocado porinstrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e otamborim. Com o passar dos anos, outros instrumentos foram sendo assimilados, e se criaram novas vertentes oriundas dessa base urbano carioca de samba, que ganharam denominações próprias, como o samba de breque, o samba-canção, a bossa nova, osamba-rock, o pagode, entre outras. Em 2005, o samba de roda se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco.
Fonte: Wikipédia


Carnaval

O carnaval do Rio de Janeiro é uma manifestação cultural multifacetada, que mistura gênero musical, dança, brincadeiras de rua, bailes, concursos de fantasias e desfiles de agremiações. Sua história mescla expressões de diferentes épocas e lugares, que se entrelaçaram e acabaram por constituir um dos símbolos da identidade do país. Uma das origens da comemoração é o entrudo, festividade que consistia em acirradas batalhas de água, pós e ovos, trazido pelos portugueses durante o período colonial. Percebido como violento, foi duramente combatido ao longo de todo o século XIX, ao final do qual conviveu com o carnaval de características europeias não-ibéricas, cujos principais modelos eram os de Veneza e Paris, com máscaras, fantasias, confete e corso.

Na virada do século XIX para o XX, outra vertente da comemoração começou a ser gestada nas casas das mães de santo baianas, conhecidas como "tias", onde sempre havia muita música e dança, numa combinação de culto aos orixás e samba de roda. Estas festas na Praça Onze, apesar da constante repressão policial, ficaram famosas e tornaram-se ponto de reunião dos melhores músicos e compositores negros, o que rendeu ao lugar a denominação de Pequena África. Paralelamente, os sucessivos projetos de modernização da área central da cidade empurraram para os subúrbios a população mais pobre e, com ela, manifestações culturais de cunho popular que foram também incorporadas na mistura do carnaval.

Na década de 1920, as escolas de samba passaram a se diferenciar da estrutura tímida dos blocos carnavalescos e a se organizar em agremiações, dando início a um processo que foi, ao mesmo tempo, de afirmação de segmentos populares segregados e de constituição de um projeto político de nacionalidade. As primeiras escolas de samba, Portela e Estação Primeira de Mangueira, contaram com a participação de artistas que divulgaram o samba para o restante do país por meio de shows e apresentações no rádio. Nos anos 1950, as escolas se consolidaram e colaboraram para que o carnaval da cidade adquirisse projeção nacional e internacional.


Escola de samba Estação Primeira de Mangueira

Rio de Janeiro, 8 de março de 1957. Correio da Manhã




Calixto do Prato

Calixto dos Anjos Filho, ritmista da Escola de Samba Império Serrano, era conhecido como Calixto do Prato por ter introduzido o uso de pratos metálicos como instrumento na bateria.

Calixto no desfile do Império Serrano
Rio de Janeiro, 1958. Correio da Manhã



Carro alegórico em homenagem a Brasília

programado para abrir o desfile das grandes sociedades no último dia de carnaval de 1958
Rio de Janeiro, Correio da Manhã


Flagrante do Baile dos Artistas no Hotel Glória

Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1958. Correio da Manhã



Desfile da Escola de Samba Portela

que em 1958 conquistou o título de bicampeã do carnaval
Rio de Janeiro, 1958. Correio da Manhã



Cartaz sobre o carnaval do Rio de Janeiro

distribuído pelos escritórios da Varig nos Estados Unidos
Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1959. Correio da Manhã



Fantasias carnavalescas

Improvisadas ou sofisticadas, alusivas a personagens tradicionais ou voltadas à crítica mordaz de indivíduos e situações, as fantasias carnavalescas são elementos constantes nas ruas, além de concorrentes em disputados concursos

Rio de Janeiro, s.d. Correio da Manhã



Bloco do Eu Sozinho

No carnaval de 1919, Júlio Silva desfilou pela primeira vez o Bloco do Eu Sozinho e, pelos sessenta anos seguintes, continuou divertindo os foliões com sua fantasia de clown, piadas mordazes e a indefectível tabuleta.

Rio de Janeiro, 2 de março de 1957. Correio da Manhã



Ornamentação da cidade para o carnaval

Rio de Janeiro, s.d. Correio da Manhã




Bloco do Zé Pereira

Em 1846, o sapateiro português José Nogueira de Azevedo Paredes saiu às ruas do Rio de Janeiro, no sábado de carnaval, acompanhado de amigos e tocando tambores. Foi o suficiente para que nos anos seguintes, renomeado "Zé Pereira", fosse imitado por diferentes grupos em toda a cidade.

Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1956. Correio da Manhã


Blocos desfilam pelas ruas do Rio de Janeiro

Os blocos, grupos formados por familiares, amigos e vizinhos, reúnem-se e desfilam sua irreverência pelas ruas dos subúrbios e do centro do Rio de Janeiro, tendo a avenida Rio Branco como palco privilegiado.
Bloco formado por foliões que deixavam os bailes de madrugada e continuavam com a brincadeira, do lado de fora, até bem depois de raiar o dia

Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1958. Correio da Manhã











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