BLOG CARLOS RIBEIRO

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Dia Internacional da Alfabetização é comemorado nesta Quinta (8)


Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) destaca que a alfabetização ajuda a reduzir a pobreza e permite que as pessoas consigam empregos e obtenham maiores salários. Segundo o texto, a alfabetização deve ser "totalmente reconhecida" como um dos aceleradores mais poderosos do desenvolvimento sustentável.



Segundo a "Mensagem Organização para o Dia Internacional da Alfabetização", comemorado nesta segunda-feira (8), atualmente 781 milhões de adultos no mundo inteiro não sabem ler, escrever ou contar. Dois terços deles são mulheres. O texto aponta, ainda, que mais de 250 milhões de crianças são incapazes de ler uma simples frase, mesmo que metade delas tenha passado quatro anos na escola.

"Para termos sucesso, devemos também mudar a abordagem tradicional de programas de alfabetização para incluir, além de ler e escrever no sentido estrito, ampliar as habilidades no que diz respeito ao consumo e aos estilos de vida sustentáveis, à conservação da biodiversidade, à redução da pobreza, à redução dos riscos de desastres, assim como à participação cívica", afirmou a diretora da Unesco.
Ainda segundo o texto, novas tecnologias, como telefones móveis, também oferecem novas oportunidades para a alfabetização para todos. 



Alfabetização no Brasil
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1995 e 2009, a taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos caiu de 15,6% para 9,7%.
A criação do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em julho de 2014, inclui 20 estratégias traçadas para o setor nos próximos 10 anos. O Plano determina que estados e municípios alfabetizem todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental nos próximos 10 anos. O PNE estabelece, ainda, como meta, a erradicação do analfabetismo e a redução de pelo menos 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Com o objetivo de fomentar o debate e a defesa da alfabetização em todo o mundo, o 8 de setembro comemora o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1967.

Apesar de quase meio século de celebração demarcada, as taxas de analfabetismo ainda são altas, especialmente em países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) bem abaixo do tolerável. Assim, a data torna-se relevante, já que propõe a discussão sobre esse problema e as possíveis alternativas para solucioná-lo. O IDH é utilizado como um dos parâmetros por estar relacionado à alfabetização e ao letramento: quanto maior o acesso ao conhecimento e à cultura letrada, maiores as chances de bom emprego e, por consequência, de melhor salário e desenvolvimento do país. De acordo com recente relatório da ONU, aproximadamente 85% da população mundial já pode ser considerada alfabetizada.

O dia 8 de setembro foi declarado em 1967, pela ONU e pela UNESCO, como o Dia Internacional da Alfabetização, com o objetivo de despertar a consciência da comunidade internacional e chegar a um compromisso mundial com relação ao desenvolvimento e à educação. 

Há, no mundo, cerca de 880 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever. O desenvolvimento econômico, o progresso social e a liberdade dos seres humanos dependem do estabelecimento de um nível básico de alfabetização em todos os países do mundo. 

Fala-se em alfabetização básica, quando uma pessoa sabe ler, escrever e conhece as principais regras de cálculo. Segundo a UNESCO, uma pessoa é analfabeta quando não consegue ler ou escrever uma pequena frase sobre sua vida. No entanto, aos números mencionados acima, podemos adicionar as centenas de milhões de "analfabetos funcionais", pessoas que sabem ler e escrever uma frase simples, mas não vão muito além disso. Por exemplo, não sabem preencher um formulário, interpretar um artigo de jornal ou usar os números na dia-a-dia. 

Talvez a definição mais correta de alfabetização seja do pedagogo brasileiro Paulo Freire: "A alfabetização é mais, muito mais, que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento".
Estudos atuais da ONU também mostram que cerca de 800 milhões de adultos no mundo não sabem ler, escrever ou contar; e cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais, isto é, decodificam a palavra escrita, mas não conseguem compreender aquilo que leem.

A educação é um investimento de alto retorno. Ela gera frutos econômicos e sociais, criando países desenvolvidos e com maior justiça social.
A situação da educação no Brasil apresentou melhorias significativas na última década: houve queda da taxa de analfabetismo e aumento da escolaridade média e da frequência escolar. No entanto, ainda existem no Brasil cerca de 15 milhões de jovens e adultos analfabetos.

As estratégias de combate ao analfabetismo no Brasil devem diminuir o analfabetismo de jovens e adultos, encaminhando-os para continuarem seus estudos. Também é preciso melhorar a qualidade de ensino básico, de forma a garantir que todas as crianças sejam efetivamente alfabetizadas, progridam normalmente nas séries e aprendam.

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