BLOG CARLOS RIBEIRO ARTES

segunda-feira, 24 de março de 2014

CABO FRIO: VEJA A PROGRAMAÇAO DA SEMANA TEIXEIRA E SOUSA QUE COMEÇA HOJE...

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HOJE COMEÇA A SEMANA TEIXEIRA E SOUSA COM PROGRAMAÇÃO DIÁRIA NA TENDA ARMADA NA NO LARGO DE SANTO ANTONIO E A PREMIAÇÃO LITERÁRIA NO MUSEU JOSÉ DE DOME (CHARITAS)
ACOMPANHEM A PROGRAMAÇÃO.
 
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Nesta segunda-feira, dia 24 de março, a partir das 10:00h, na Praça Porto Rocha, em frente ao busto do cabo-friense Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa, pai do romance brasileiro, será aberta oficialmente a 24ª Semana Teixeira e Sousa, com a apresentação da Banda Santa Helena!

 Todos estão convidados!
 
 

sábado, 22 de março de 2014


Cabo Frio: Exposição "Graffiti", do Grupo Tá na Rua! Salão Nobre do Museu e Casa de Cultura José de Dome, no Charitas


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Ontem foi a abertura da exposição de grafite. " Tá na rua". Charitas, Cabo Frio. A exposição fica no espaço até o dia 11 de abril de 2014! Parabéns a todos artista que estão participando desse grupo. Realmente são lindas obras de arte!!!
 
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sexta-feira, 21 de março de 2014

Cabo Frio faz a II Caminhada do Dia Internacional da Síndrome de Down...

 
 
Dia Internacional da Síndrome de Down será comemorado em Cabo Frio com uma grande caminhada. O evento acontecerá nesta sexta-feira (21/3), e é uma iniciativa da instituição BB Down, com realização da Secretaria Municipal de Assistência Social, e também em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COMUD-PCD).

A II Caminhada do Dia Internacional da Síndrome de Down terá este ano o tema: “É melhor viver sem diferença”. O ponto de saída será na Praia do Forte, na altura do Malibu, a partir das 8h30, seguindo em direção à Praça Porto Rocha, no Centro.

O objetivo do evento é conscientizar a todos sobre o direito de inclusão dessas pessoas na sociedade, visto que a Síndrome de Down não é uma doença e não incapacita para o trabalho e para o aprendizado. Durante a caminhada, serão distribuídos panfletos com informações sobre a Síndrome de Down. Haverá um trio elétrico onde os representantes das entidades participantes chamarão a atenção da população para essa importante causa.

O evento contará com a participação dos assistidos da Apae Cabo Frio, do Polo Tamoios, crianças do BB Down e familiares, pessoas com deficiência, usuários do DAPEDE – Departamento de Apoio à Pessoa com Deficiência, equipes das secretarias de Assistência Social e de Educação, além dos alunos das escolas Renato Azevedo e Arlete Rosa Castanho.

Sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down

O Dia Internacional da Síndrome de Down foi instrituído pela “Down Syndrome International” com o objetivo de conscientizar a população sobre o combate ao preconceito e inclusão dessas pessoas na sociedade.

A data foi escolhida porque, em inglês, se escreve a data 3/21, que faz uma alusão aos três cromossomos número 21n – que as pessoas com Síndrome de Down possuem. No Brasil, o Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado desde 2006.
 
Fonte: Glória Passos /PMCF

Cabo Frio: Série “Jovens Pianistas” terá concerto em abril..".

 
 
O Teatro Municipal Inah de Azevedo recebe, no dia 5 de abril, a 43ª edição do recital de piano da série “Jovens Pianistas”.
 
 
Esta edição da série apresenta a jovem pianista mineira Patrícia Glatzl que preparou para o programa extenso com algumas músicas como a “Sonata Appassionata”, de Beethoven, o “Improviso n°2 – Opus 90” de Schubert e a “Rapsódia Húngara n°6” de Listz.

 
A joven pianista é natural de Juiz de Fora e iniciou seus estudos de música na cidade de Viçosa com a professora Denise Costa. Patrícia graduou-se na UNIRIO na classe do professor Claudio Dauelsberg e atualmente, é orientada pela professora Myryan Dauelsberg e faz mestrado em práticas interpretativas na UFRJ.

 
O recital está programado para iniciar às 20h, com entrada gratuita.

 
PROGRAMA
 
Ludwig van Beethoven (1770 - 1827)

- Sonata para Piano nº 23 em Fá menor, Opus 57 – Appassionata

         Allegro assai

         Andante con moto

         Allegro ma non troppo - Presto

Franz Schubert (1797 – 1828)

- Improviso Opus 90 nº 2

Franz Liszt (1811 – 1886)   

- Rapsódia Húngara nº 6

Frederick Chopin (1810 – 1849)

- Balada nº 1, em Sol Menor, Opus 23

- Barcarola, Opus 60

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

- Tocata em Ré Menor, Opus 11

Serviço:

Série “Jovens Pianistas”

Patrícia Glatzl

Data: 5/4/2014 - Sábado

Horário: 20 horas

Local: Teatro Municipal Inah de Azevedo

Endereço: Rua Anibal Amador do Vale, s/nº

Algodoal – Praia do Forte

ENTRADA FRANCA
 
Fonte: Walkiria Souza /PMCF
Cabo Frio: Praça das Artes recebe primeira edição do "Mutirão do Som...".

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Acontece neste sábado (22/3), às 20h, no palco anexo ao Centro de Artes Visuais de Cabo Frio (CAV) o evento denominado "Mutirão do Som". O evento reúne artistas do cenário musical alternativo da Região dos Lagos, com o objetivo de fomentar e difundir a música autoral. O espaço sempre será público e será gratuito e a pretensão é o amadurecimento de público e musical, com entendimento que a música alternativa precisa e tem seu espaço garantido.
 
 
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Participam da primeira edição do evento as bandas Mola Mestra e Christiano Guerra Band; além do rapper Fábio Emecê. Segundo Christiano Guerra, um dos organizadores do evento, o objetivo principal é a apresentação de artistas para se ressignificar a realidade objetiva é fundamental para o convívio e aceitação da diferença.
 
 
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– São três concepções de trabalho que se reúnem e decidem que é a vez de proporcionar algo além do que já foi construído. Pretensão? Talvez. Só que não dá tapar o sol com a peneira. A cena autoral da Região do Lagos precisa de espaço e o “Mutirão do Som” é esse espaço – explicou o músico.
 

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O Mutirão do Som tem o apoio da Prefeitura de Cabo Frio, por intermédio da Secretaria de Cultura, do CAV e da COMSERCAF; e o patrocínio do Medscan Lagos.
 
Fonte:  Anderson Lopes /PMCF

quinta-feira, 20 de março de 2014

Divulgando Artes e Cultura...

 
 
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AQUI MESMO – Niterói vista pelas lentes de
 Pedro Vasquez
 
Espaço Cultural Correios Niterói – abertura em 21 de março de 2014/ 6ª feira às 16h
Avenida Visconde do Rio Branco, 481 – Centro – de 2ª a 6ª feira, de 10 às 18h
 
 


 

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Blog Carlos Ribeiro homenageia e parabeniza todos os Artesões pelo seu dia  - 19 de Março...

 
    
"... E o enchi com o meu Espírito. Eu lhe dei inteligência, competência e habilidade para fazer todo tipo de trabalho artístico; para fazer desenhos e trabalhar em ouro, prata e bronze; lapidar e montar pedras preciosas; para entalhar madeira; e para fazer todo tipo de artesanato." Ex 31.3-5
 
 
 
 
Ao longo da história ,o homem sempre produziu objetos, artefatos para determinadas finalidades. Criam-se coisas para se servir utilitariamente delas ou para expressar-se diante da vida.

O homem serve-se de suas habilidades de criar para eternizar o momento histórico em que vive. Estas criações que contam a história da humanidade ao longo dos tempos são as obras de arte. Elas devem ser vistas integradas na cultura de um povo, pois ora retratam elementos do meio natural, ora expressam sentimentos religiosos, ora situações sociais,ora eterna beleza de cores e formas...

A arte não é, como às vezes se pensa, algo isolado das demais atividades humanas. Se algumas pessoas especiais possuem o toque mágico e único de tranformar matérias em objetos de deleite para nossos olhos e almas, como Aleijadinho, Picasso, Portinari, Drumond, Niemayer ou Bilac, outras lançam mão de habilidades mais populares para criar a sua arte _ o artesanato!

Hoje o artesanato tem o conceito mundial de" arte popular" e é patrimônio cultural de uma nação.

Olhe à sua volta!Ele está por toda parte!

Esta atitude de criar e aperfeiçoar constantemente é um dos registros do processo civilizatório pelo qual o homem vem passando desde que surgiu sobre a terra!
E o que hoje é parte da nossa rotina diária, amanhã pode estar em museus, atestando hábitos, valores, medos, alegrias... contando nossa história!

O artesão merece ver sua criação em destaque, com o reconhecimento do valor de sua "arte popular".

Não só o ceramista do norte de Minas,
a rendeira do Ceará e Santa Catarina,
o tapeceiro de Diamantina,
o entalhador de pedra sabão de Catas Altas,
o escultor que une conchinhas no mar do Espírito Santo,
os todos artesões do Rio e Cabo Frio...

Também o meu Blog que é voltado a Artes e Cultura, em todas as suas lindas formas, MERECE ESTE DIA! AH!... COMO MERECE!

terça-feira, 18 de março de 2014

Resultado de corrida noturna da mulher em Cabo Frio, RJ, é divulgado...

Participantes ganharam medalhas após participar de corrida (Foto: Frederico Santa Rosa/Ascom
 
 
Foi a primeira edição da corrida em homenagem ao Dia da Mulher. Todas as participantes ganharam medalhas; confira colocação:
 
A Prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, divulgou nesta segunda-feira (17), o resultado oficial da Corrida e Caminhada Noturna da Mulher, que aconteceu na Praia do Forte, na noite do último sábado (15), e reuniu mais de 900 pessoas. 
 
Foi a primeira edição da corrida que começou às 19h30. Quem optou pela corrida, vestiu laranja e completou um trajeto de 5km. As participantes da caminhada fizeram os 2,5km previstos e usaram camisa rosa. Além da corrida e da caminhada, o evento ofereceu outras atividades como:
 
lambaeróbica, aula de zumba, maquiagem gratuita, tendas de saúde, hidratação e de frutas, além do DJ que animou as competidoras durante todo o evento.
 
Todas as mulheres que correram ou caminharam receberam medalhas de participação, além de troféus para as cinco primeiras colocadas, para as academias e equipes com mais participantes e competidoras mais idosas. 
 
Confira o resultado
 
Corrida

 1º - 18:49: Iris Ribeiro (Clube de Regatas Vasco da Gama)
​​2º - 18:52: Mariane Trindade (Búzios)​
​3º - 19:30: Mirna Ribeiro (ARCOLAGOS)​
​4º - 22:11: Runa Spilling (Noruega)
5º - 22:41: Mônica Pereira (Projeto Crescendo com o Esporte)
 
Equipe com mais participantes

 ​1º - Viva + Gamboa
2º - ARCOLAGOS
 
Academia com mais participantes
​1º - RR Trainer
2º - Superação
 
Fonte: Do G1 Região dos Lagos
Feira Literária em Cabo Frio...


 
Como parte da programação da 24ª Semana Teixeira e Sousa, com abertura oficial no próximo dia 24 de março, inaugurou ontem, a Feira Literária, no Largo Santo Antônio, no centro da cidade!
 




 Livros para todos os gostos e com preços imperdíveis!

 A feira ficará no local até o dia 15 de abril!

Blog Divulgando Cultura...

 

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segunda-feira, 17 de março de 2014

Agora é oficial: Paulo Barros é da Mocidade...



Uma notícia mexe com o mundo do samba. Nesta segunda-feira, o carnavalesco Paulo Barros anunciou sua saída da Unidos da Tijuca, a atual campeã, e o acerto com a Mocidade Independente de Padre Miguel.
 
 

Após rumores de que Paulo Barros trocaria a Unidos da Tijuca pela Mocidade - logo após o Carnaval - o carnavalesco informou ao presidente da atual campeã carioca, Fernando Horta, nesta segunda-feira, 17 de março, que está se desligando da escola do Borel.


 

Paulo, que foi campeão pela agremiação em 2010, 2012 e 2014, se sentiu entusiasmado com os novos projetos da verde e branca de Padre Miguel - liderados pelo patrono Rogério Andrade - para o Carnaval de 2015 e acertou sua transferência.
 
 
Paulo Barros acertou o contrato com a escola da Zona Oeste no fim da semana passada. Em entrevista ao site Tudo de Samba, o carnavalesco disse que acertou pessoalmente com o patrono Rogério Andrade e que levará para Mocidade seus coreógrafos Marcelo Sandryni e Roberta Nogueira, que são os responsáveis pelas coreografias feitas em alegorias e carros.
 
*Em breve, novas atualizações.
EDUEXPO, a Maior Feira de Educação Internacional de todos os tempos!!

 
 
Acontece no Rio de Janeiro a ‪#‎EDUEXPO, a Maior Feira de Educação Internacional de todos os tempos!!
 
Inscreva-se Grátis em www.goo.gl/mPx3oz
 
Com a participação de diversos governos/consulados e organismos oficiais e um número recorde de expositores.
 
 
Se você pensa em estudar no exterior você vai adorar a #EDUEXPO . Apenas terça-feira, 18 de março!
 
Garanta sua vaga em www.goo.gl/mPx3oz
 

sexta-feira, 14 de março de 2014

 
IMS comemora centenário de Carolina Maria de Jesus com documentário e debate...


 
Da esquerda para a direita: Carolina Maria de Jesus, Audálio Dantas e Ruth de Souza na Favela do Canindé Terceiro / Divulgação/Acervo IMS



Curta-metragem mostra rotina da catadora de papel que virou best-seller nos anos 1960, com o livro “Quarto de despejo”, diário sobre sua vida na favela



RIO - Uma catadora de papel que virou best-seller, vendendo 80 mil livros no Brasil e sendo traduzida para 15 idiomas. É essa a história da escritora Carolina Maria de Jesus, que publicou, em 1960, “Quarto de despejo — Diário de uma favelada”, relato de seu dia a dia na favela do Canindé, em São Paulo. Colocada por décadas no meio de um debate sobre se teria valor literário ou de mero documento sociológico, Carolina completaria 100 anos hoje — a data de seu nascimento é incerta, mas ela foi registrada como tendo vindo ao mundo no dia 14 de março de 1914. Para comemorar, o Instituto Moreira Salles (IMS) promove, a partir das 20h, o evento “Carolina é 100”, com exibição do documentário alemão “Favela — A vida na pobreza” (1971), seguida de um debate com o jornalista Audálio Dantas e a pesquisadora do departamento de Letras da Unicamp Marisa Lajolo.
 
 
O filme de 16 minutos é inédito no Brasil. Dirigido por Christa Gottman-Elter, ele foi localizado pelo IMS em uma cinemateca do interior da Alemanha e precisou ser restaurado e legendado. A especulação dos pesquisadores que o localizaram é que tenha havido uma articulação diplomática nos anos 1970 para impedir sua exibição, porque mostrava a pobreza do Canindé — justo em um período em que a ditadura militar procurava esconder os problemas sociais do país. Nele, é possível ver Carolina catando papel e contando de seu hábito, já automático, de olhar qualquer lata de lixo. Entre outros relatos, ela fala da dificuldade para alimentar os filhos e confessa sentir inveja ao ver uma vizinha catando feijão.

— Carolina tinha uma personalidade muito forte. A obra dela tem tanto interesse como documento quanto do ponto de vista da criação. Ela descrevia seu dia a dia com muita força, com interpretações inteligentes — afirma Audálio Dantas.
 
Foi ele quem descobriu Carolina, em 1958, quando trabalhava na “Folha da Noite”. O jornalista fazia uma reportagem sobre a vida na favela quando se surpreendeu com uma mulher ameaçando os vizinhos de incluí-los em um livro.
 
Ele se aproximou e pediu para ver o tal livro. Ao chegar no barraco de Carolina, pôde ver as anotações feitas pela mulher em cadernos — vários deles catados no lixo. Mais tarde, Audálio descreveu o cotidiano dela: “Se tem pão, come e dá aos filhos. Se não tem, elas choram, e ela chora também. O pranto é breve, porque ela sabe que ninguém ouve, não adianta nada”.
 
Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais. Como tantos moradores do campo, ela foi para São Paulo tentar a vida. Chegou a trabalhar como doméstica, mas acabou tirando uma parte de seu sustento do livro. Além da necessidade de expressar os fatos de sua vida, Carolina pensava em escrever um livro para vender. E deu certo. “Quarto de despejo” conquistou escritores como Clarice Lispector e Jorge Amado, entre outros. A obra chegou a ser adaptada para o teatro, com Ruth de Souza no papel da escritora.
 
— Carolina virou uma celebridade, meio uma Cinderela. Ela era consumida como uma fruta estranha pelas classes média e alta. Muita gente das altas rodas a convidava para jantar, a fim de exibi-la. E acho que ela não tinha consciência disso. Depois, ela foi abandonada — recorda Audálio Dantas.
 
Fracasso editorial no fim da vida

Dois anos depois de “Quarto de despejo”, Carolina publicaria “Casa de alvenaria — Diário de uma ex-favelada”, com relatos sobre sua vida depois da fama. Dela, ainda sairiam livros de poesia e um livro de provérbios — mas todos foram um fracasso editorial. E ela morreu, em 1977, pobre como no começo de sua carreira literária, num sítio que havia comprado com o dinheiro da primeira obra. Ela havia deixado de ser novidade.

O fato de circular nas altas rodas causava um quê de admiração, mas também de preconceito. Em março de 1961, por exemplo, a “Tribuna da Imprensa” ironizava os sapatos de bico fino e as roupas elegantes da escritora. “Fazendo o papel de ‘vedete’, a ex-humilde cronista da miséria urbana tratou com superioridade o próprio governador”, reclamava o jornal.

— Acho que nos anos 1960 a literatura deixou de ser uma coisa de gabinete e passou a ser de mídia. Mas a mídia vai por ondas. Acredito que Carolina jamais tenha aceitado cumprir o papel que queriam dar a ela — afirma Marisa Lajolo. — Hoje há uma aceitação maior na universidade de obras como a dela. É uma corrente que vai contra uma perspectiva mais monolítica do que é literatura.

Não à toa, hoje a antologia poética de Carolina Maria de Jesus é publicada pela editora da UFRJ. Seus dois primeiros livros, por sua vez, são publicados pela editora Ática. Dois dos 37 cadernos manuscritos da autora estão no IMS, e o resto, na Biblioteca Nacional.

Fonte: O Globo/Cultura
 
 
 
 
A alvorada de Cartola: primeiro disco do mangueirense faz 40 anos...


Compositor Cartola no morro da Mangueira
Foto: José Vidal/Agência O Globo/01-02-1978


No aniversário de uma obra-prima da cultura popular, parceiro, neta e biógrafo de Cartola relembram álbum de estreia do compositor
 
Apesar de ser um músico consagrado desde a década de 1930, ele só conseguiu gravar um álbum solo em 1974, aos 65 anos
 

 
 

RIO - Quando ouve os suaves acordes de “Disfarça e chora”, Denílson Moreira, biógrafo de Cartola, imediatamente se lembra dos detalhes da nada amena história que precedeu o lançamento do primeiro disco do sambista, gravado há 40 anos. Apesar de ser um respeitado compositor desde os anos 1930, o fundador da Mangueira só conseguiu gravar um trabalho solo aos 65 anos. E, mesmo assim, o público brasileiro por pouco não pôde escutar o LP que reúne “O sol nascerá” e “Alvorada” e se tornou um dos maiores clássicos do samba. O trabalho ficou engavetado durante dois meses, enquanto o produtor João Carlos Botezelli, o Pelão, convencia Marcus Pereira, dono da gravadora, da qualidade daquilo que eles tinham nas mãos.
 
— As pessoas diziam que o Cartola era bom compositor, mas não vendia como intérprete. Implicavam muito com a voz dele. O Pelão conta que o Marcus Pereira ouviu o choro da cuíca e perguntou por que ele havia gravado um latido de cachorro! O disco só saiu com muita insistência — explica o biógrafo.
 
Tamanha luta deu resultado. O trabalho é fundamental para a afirmação de Cartola como um dos maiores nomes da música brasileira. A gravação impulsionou o número de shows feitos pelo artista e multiplicou o valor de seu cachê, além de ter aberto as portas para os outros três discos que ele gravou em vida. Para a neta Nilcemar Nogueira, o trabalho consagrou de vez o compositor:
 
— Ele costumava dizer: “Minha vida é igual a filme de mocinho, eu só venci no final”. Aquele foi o momento de consagração, quando enfim Cartola pôde ter sua obra difundida, ter reconhecimento.
 
Além disso, o LP saiu por um selo alternativo e despertou o interesse de uma gravadora multinacional, a RCA. A mesma que, anos antes, não havia enxergado o valor daquela obra.
 
A verdade é que o álbum só deslanchou por causa de um encontro fortuito. Um dia, já desanimado, Pelão comentou com o jornalista Maurício Kubrusly sobre o disco. Na manhã seguinte, o então colunista do “Jornal da Tarde” (e hoje repórter da TV Globo) deu uma nota que dizia algo como “vem aí o melhor disco do ano: o primeiro LP de Cartola”. Assim que leu o jornal, Pereira autorizou o lançamento, para a sorte dos apaixonados pela Música Popular Brasileira.
 
Afinal, Cartola e Pelão arregimentaram uma verdadeira seleção brasileira para gravar o trabalho, como o genial violonista Dino Sete Cordas e Mestre Marçal, cuja cuíca fora criminosamente confundida por Pereira. Além disso, ele reuniu parcerias novas e antigas com bambas da mais alta patente. Aos 83 anos, Elton Medeiros relembra “O sol nascerá”, sua primeira parceria com Cartola:
 
— Quando o Cartola morava na Rua dos Andradas, eu costumava bater papo com ele até tarde da noite. Mas, até por uma questão de hierarquia, nunca iria pedir para fazermos uma música juntos.
Afinal, quando eu nasci ele já era um compositor consagrado! Até que um dia, enquanto conversávamos, ele disse: “Vamos fazer uma música?”. Então, começou a dedilhar o violão e cantar “A sorrir eu pretendo levar a vida”. Senti que aquilo era forte. Terminamos tudo naquela hora, e, quando saí de lá, já cantarolava “O sol nascerá”. Essa música foi gravada primeiro no disco da Nara Leão (de 1964) e dez anos depois entrou também no disco dele.
 
Assim como o refrão de “O sol nascerá”, que tem o tristíssimo verso “Pois chorando eu vi a mocidade perdida”, o LP é repleto de letras em que Cartola expressa melancolia. Lamentos como “Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre/ O meu sorriso é por consolação/ Porque sei conter para ninguém ver/ O pranto do meu coração”, em “Quem me vê sorrindo”, ajudam a explicar um pouco o compositor que, apesar de genial, só foi reconhecido plenamente na velhice.
 
— Depois do sucesso, ele ficou ressabiado. Ele passou a ser procurado por gente que, no passado, ignorava seu trabalho. Por isso, ele segurava suas composições e guardava para os intérpretes com quem ele tinha uma relação mais longa. Cartola era muito pé no chão e não se rendia fácil a qualquer elogio — explica Denílson Moreira.
 
* Reportagem originalmente publicada no “Globo a Mais”


14 de Março: Dia Nacional da Poesia

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O Dia Nacional da Poesia é comemorado no dia 14 de março, data de nascimento de um dos maiores poetas brasileiros: Castro Alves. 
 
 

 
O Dia Nacional da Poesia foi criado para divulgar e homenagear a poesia e os grandes poetas da Literatura brasileira
 
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Você sabia que a poesia nacional tem um dia no calendário dedicado a ela? Pois bem, não por acaso, no dia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia.
 
2ª Antologia Literária da Região dos Lagos
 
 
Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847. Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.
 
Nossa Literatura brasileira é profícua, sendo representada magistralmente por grandes poetas que fizeram do ofício da escrita sua profissão de fé. A poesia é uma das expressões artísticas mais populares e, permeada por seu lirismo característico, arrebata leitores e penetra em diferentes contextos, pois até mesmo diante da mais dura realidade pode nascer um poema (e como eles nos comovem!).