BLOG CARLOS RIBEIRO

BLOG CARLOS RIBEIRO

sexta-feira, 29 de abril de 2016

DIA 29 DE ABRIL - Dia Internacional da Dança...


 

Dia Internacional da Dança, conhecido também como Dia Mundial da Dança, comemora-se no dia29 de abril e foi uma data instituída pela UNESCO.

Origem do Dia da Dança



Dia da Dança foi criado em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A data escolhida para o Dia Internacional da Dança foi 29 de abril por ser a data de nascimento de Jean-Georges Noverre, um mestre do balé francês.
Noverre foi bailarino e professor de balé, e ficou conhecido por ter escrito uma das obras sobre a dança mais importantes da história, Lettres sur La Danse? (as Cartas Sobre a Dança).
Apenas por coincidência, a data está associada a uma personalidade brasileira de importância no balé. Marika Gidali, bailarina co-fundadora do Ballet Stagium em São Paulo, também nasceu no dia 29 de abril.

terça-feira, 19 de abril de 2016

DIA 19 DE ABRIL - DIA DO ÍNDIO..





FELIZ DIA DO ÍNDIO! Amor e Respeito! Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540.


História do Dia do Índio


Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?







Origem da data


Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.


No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos 
líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.







Comemorações e importância da data 


Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Blog ajudando a divulgar Arte e Cultura...







 
 
  
 
 

1ª EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS
SABER CULTURAL E CIA ARTE CULTURA

Artistas participantes:

ADRIANA CANCIAN . ALICE NIEL - ALICE ROMERO
AMILTON LEAL - ANA LEITE - CONSTANTINO . LEON - CRISTINA LISBOA
DIANA MENDES PIMENTEL - ELSIE PAIVA - FÁTIMA CAMARGO
GILMARA CAETANO - HELI FREIRE - INÊS VITÓRIA - IZABEL MANO
JOFERRAZ - LUIS FREITAS - MARGARIDA BARROSO - MARILIA DE CAMPOS
NADJA OLIVE - NEQUITZ - REGINA VELLOSO - RIMARO -
SANNY DA SILVA ROSA - SOLANGE KAEFER - VILSON PALARO 

Quantidade de obras: 38 obras
Curador da exposição: Paco de Assis
Período da exposição: 23/04/16 a 03/05/16
Vernissage: 23/04/16 – às 14:00 h
Horário: diariamente das 9:00 às 17:00 h
Nome do Local: Centro Cultural Mestre Assis
Endereço: Rua 21 de abril, nº 29 – Embu das Artes - SP
Telefone para publicação: 11 2338 5516 / 99236 9058
 
Contato:
 
 
 
 
 
 

Carlos Eduardo Uchôa, Infinito Olhar

Galeria Berenice Arvani

Exposição: 26/4 à 30/5/2016

Seg, ter, qua, qui, sex

10:00 às 19:00 hrs  

Rua Oscar Freire, 540, Jardins, SP-SP

 
 
 
 
 
 

www.comendadorcarlosribeiro.blogspot.com.br

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em 18 de abril. A data foi escolhida em homenagem a Monteiro Lobato...

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em 18 de abril, data de nascimento de Monteiro Lobato, grande escritor da Literatura infantojuvenil


O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em 18 de abril, data de nascimento de Monteiro Lobato, grande escritor da Literatura infantojuvenil


Você sabia que no dia 18 de abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil? A data não foi escolhida ao acaso: trata-se de uma justa homenagem a Monteiro Lobato, escritor que, como poucos, dedicou-se à literatura infantil no Brasil.



O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituído em 2002, ano em que foi criada a Lei 10.402/02, registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato como o dia oficial da literatura infantojuvenil. Escritor vinculado ao Pré-Modernismo brasileiro que contribuiu com obras célebres para o público adulto, Lobato deixou também um enorme legado para a literatura infantojuvenil, já que mais da metade de seus livros era dedicada a esse público. Sua primeira história infantil, A menina do narizinho arrebitado, foi publicada em 1920, e o sucesso do livro fez com que outros tantos surgissem, imortalizando as personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia, Emília, o Visconde de Sabugosa, entre outros, que posteriormente seriam eternizados no famoso programa de TV produzido no final dos anos 1970 até meados dos anos de 1980 e retomado no final dos anos de 1990 até meados dos anos 2000.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Marlene Paiva, a maior destaque da história da Mocidade, conta como come...



7ª festa " Brilham no céu as estrelas do Carnaval" Foram quase trinta anos de luxo, elegância e beleza

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Videoblog: Fábio Batista discute o papel dos passistas

Videoblog: passistas servem apenas para tapar buraco no desfile?
Fonte: SRZD


Neste videoblog, o ex-passista e atualmente coreógrafo Fábio Batista levanta importantes questionamentos acerca do papel da ala de passistas em um desfile de escola de samba. Afinal, passistas servem apenas para tapar buracos no desfile? O segmento tem sido respeitado da forma que se deve?
"É importante as escolas reconhecerem o papel de uma ala de passistas na Avenida. Temos muito a contribuir, inclusive tecnicamente, mas em algumas agremiações ainda não há uma aproximação maior, a fim de estabelecer e deixar claro onde pode haver tal contribuição", comenta.
Fábio também pede sensibilidade aos diretores em relação à dinâmica da ala: "O passista samba com um ritmo muito acelerado, o que é característico. Além disso, ele ainda tem que cantar o hino da escola. A questão aí é de limitação física. Por si só, o fato de sambar já dá como missão cumprida. Se o componente vai cantar o samba em alto som ou não, é outra questão a ser cuidada com carinho, pois temos que pensar que sambar por si só já demanda desgaste físico". 

Confira o vídeo: 


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Na Lapa, a celebração dos 70 anos da Vila Isabel promove um 'encontro' de sonhos...





Noel Rosa e a Unidos de Vila Isabel jamais se conheceram. Esses caprichos divinos que ninguém explica. Os dois maiores pilares de um dos bairros que traz no seu DNA a melodia e boemia. O poeta da Vila morreu precocemente aos 26 anos, em 1937. E a escola de samba foi fundada apenas nove anos mais tarde. Mas no imaginário dos bons sambistas eles se reencontraram na noite de quarta-feira. E choraram, cantaram e celebraram os 70 anos de uma das agremiações mais representativas da história dos desfiles.
Em uma noite mágica no bar Carioca da Gema, na Lapa, os grandes sambas que embalaram a escola em sua trajetória foram relembrados na noite de sonhos. O evento foi idealizado por amantes da agremiação, sem a participação oficial de segmentos oficiais da azul e branca. Carlos Fernando Cunha convidou Marcelinho Moreira, André Diniz e Paulinho da Aba para entoar os sambas (não só os de enredo que homenageiam a setentona). A percussão teve participação maciça de integrantes da Swingueira de Noel: Mangueirinha S Vicente, JP Alves, Cláudio Francioni e Raoni Ventapane. E ainda Roger Resende no violão de 6, Armando Junior no violão de 7 cordas e Guilherme Salgueiro (Da Vila) no cavaquinho. 

André Diniz não leva a Vila no nome, mas a escola está marcada na sua vida e no seu coração. Segundo ele, a diferença da agremiação está na proximidade musical de seus poetas. - O Noel, apesar de não ter participado da escola, morreu antes, deixou um legado de prosa e verso. A boemia daquela região da cidade ficou por ali. E isso foi se desenvolvendo com os músicos da região. Vila Isabel já foi o bairro que mais vendeu cerveja no Brasil. Considero um dos locais mais musicais da cidade.




André fez mistério sobre sua participação na disputa de samba deste ano. - Eu confesso que a falta do Leonel é grande. Não apenas pela sua qualidade como compositor e ser-humano. Ele tinha uma importância muito grande em nossa parceria, ainda não conversei com o Martinho sobre isso, vamos aguardar. As pessoas cobram, pedem para caprichar no samba deste ano - afirma o compositor.



Idealizador do projeto, Carlos Fernando Cunha, salientou que o evento é a celebração da amizade. - Esses músicos têm em comum a paixão pela Vila. Não é uma pretensão nossa fazer nada oficial, a gente se reuniu para fazer um tributo para a nossa escola e convidamos todos que torcem e admiram a trajetória dessa agremiação. A Vila Isabel vai um pouco além do desfile de escola de samba - afirmou.

A noite foi uma viagem no tempo. Desde os primeiros sucessos de Noel Rosa que foi quem primeiro cantou o bairro através de canções como "Feitiço da Vila", até os marcantes sambas de exaltação de Martinho da Vila, como "Renascer das Cinzas" e "Boa Noite", passando claro pela safra recheada de clássicos do samba-enredo que fizeram a história da Vila. Desfilaram pelo palco do Carioca da Gema obras do quilate de "Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade", "Kizomba", "Raízes", "Pra tudo se acabar na quarta-feira", "Direito é direito" e demais sambas inesquecíveis.



As tradicionais escolas de samba tem identidade, são como pessoas. Algumas são atrevidas, transgressoras, outras comedidas, classudas e inconformadas. A Vila Isabel leva no seu documento o desejo de igualdade. Com enredos calcados na liberdade, na luta por um mundo mais justo, traçou sua trajetória com "Kizomba", "Direiro é Direito", "Raízes", "Angola", "Trabalhadores do Brasil", "Se esta terra fosse minha" e foi campeã pela última vez com uma inesquecível festa camponesa no arraiá.

A Vila Isabel em suas recentes agruras financeiras, administrativas e políticas, buscou alicerce na sua raiz, a base de toda árvore forte: a comunidade. Foi graças à ela que superou com dignidade as adversidades. E mostra a cada dia que lá pelas bandas do Boulevard 28 de Setembro o lema cantado em verso prosa por Noel segue firme como rocha: "quem nasce lá na Vila nem sequer vacila ao abraçar o samba. Que faz dançar os galhos do arvoredo e faz a lua nascer mais cedo."
Fonte: http://www.carnavalesco.com.br/



Dia 7 de abril: Dia do Jornalista...





Você sabe por quê se comemora o Dia do Jornalista em 7 de abril?
O Dia do Jornalista é comemorado no Brasil, no dia 7 de abril, em homenagem a João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista, assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, em 22 de novembro de 1830. O movimento popular gerado por sua morte levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Um século depois, em 1931, a data foi instituída como o "Dia do Jornalista".


A data, também, celebra a fundação da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro, em 1908.

Novos marcos vieram com os avanços na regulamentação da profissão, com as primeiras leis e decretos nas décadas de 1930 e 1940 e, finalmente, com o Decreto 972, de 1969, que estabeleceu a necessidade da formação universitária específica para o exercício do jornalismo na maioria das funções jornalísticas. Os avanços conseguidos posteriormente, também foram fundamentais. Entre eles, a criação dos Sindicatos, a criação da FENAJ, em 1946 e a conquista do piso salarial, resultado da greve de 1961.
UNIDOS DE PADRE MIGUEL - Assunto: Premiação Passista UPM...




Neste domingo,10, às 18h, acontece no Levianos Bar, a festa para entrega do Prêmio Passista Samba no pé. Contará com as presenças confirmadas de: Valci Pelé (Portela), Nilce Fran (Portela), Raissa de Oliveira (Beija Flor), Celynho Show (Beija Flor) Gabriel Castro (Império Serrano), George Louzada (Mocidade Independente) dentre outros grandes nomes do mundo do samba




Premiado Série A:

Melhor Passista Masculino: Brenes Belisário (Unidos de Padre Miguel)

Endereço: Avenida Men de Sá,47 - Lapa - Rio de Janeiro. Valor da entrada R$ 20,00

Parabéns Brenes!!!!! 

E muito obrigado por fazer parte da família UPM!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dia 6 de Abril - 120 Aniversário dos Jogos Olímpicos da era moderna...

Primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos toma Atenas
de assalto, coroa esforços dos organizadores, exibe extraordinárias proezas esportivas e renova a auto-estima dos helênicos
O renascimento da festa dos esportes: os gregos e seus convidados participam da cerimônia de abertura, no último dia 6

Há pouco mais de 15 séculos, no ano de 393, o imperador bizantino Teodósio I, o Grande, varria do mapa a maior competição atlética do planeta, os Jogos Olímpicos. Celebrados desde 776 a.C. às margens do rio Alfeu e dedicados aos deuses gregos, os Jogos, que congregavam cidadãos dos diversos estados do mundo helênico, entraram na temida lista de "cultos pagãos" e tiveram sua realização sumariamente proibida pelo soberano cristão. O infausto decreto foi apenas mais uma das estocadas forasteiras no destino livre da Grécia, berço da civilização e da cultura ocidental. Assolada por guerras, desvirtuada por invasores, molestada por celerados, a nação de Aristóteles, Sócrates e Platão só se desgarraria do jugo estrangeiro neste século, quando a Guerra de Independência de 1821 libertou a Grécia do Império Otomano. Com a liberdade, porém, veio o desafio de recuperar um país quebrado e desmoralizado pela milenar submissão – tarefa hercúlea, como os gregos vêm dolorosamente percebendo ao longo das últimas décadas.
A emocionante prova dos 100 metros rasos: disputa pacífica entre nações
Uma luz, contudo, fez-se notar na escuridão dessa caverna de incertezas neste mês de abril. O fogo que flamejava no altar de Héstia, na Olímpia da Antiguidade, voltou a se acender em uma procissão de tochas no centro de Atenas, celebrando o renascimento dos Jogos Olímpicos, agora internacionais, realizados entre os dias 6 e 15 (25 de março a 3 de abril, pelo calendário juliano adotado pelos gregos). O resgate do evento que reunia a flor da civilização helênica em seu ápice não poderia ter chegado em melhor hora para a nação de seus descendentes, ávida por um renascimento. Agora com as portas abertas para o mundo, a Grécia, superando as desconfianças e os problemas iniciais, logrou realizar um evento acolhedor e brilhante, celebrado por atletas e visitantes, dentro do mais ilibado espírito olímpico. Com isso, o país ganha não só uma injeção de auto-estima, como também um voto de credibilidade aos olhos da comunidade internacional presente aos Jogos.
Vikelas, do Comitê: em menos de 2 anos
Helênicos na bancarrota – Curiosamente, partiu de um estrangeiro, o Barão de Coubertin, a centelha que resultou na ressurreição dos Jogos. O desejo expressado pelo francês – eleito secretário-geral do recém-fundado Comitê Olímpico Internacional, no Congresso de Paris, em 1894 – era de que a primeira edição acontecesse em 1900. Mas o grego Demetrius Vikelas, presidente do comitê, sugeriu e bancou a realização dos Jogos em 1896– um prazo, portanto, inferior a dois anos. A idéia foi recebida de braços abertos pelos helênicos. Havia apenas um empecilho, mas de proporções monumentais: o governo da Grécia declarara estado de bancarrota em 1893. Como devedor de primeira grandeza dos países europeus, não poderia entregar um dracma sequer para o financiamento do evento, que já se avizinhava (o dracma, moeda local, vale pouco mais de dez centavos de dólar americano). Mas o rei Jorge, ciente de que a empreitada era de importância nacional, organizou, com auxílio de Vikelas, um comitê provisório para organização dos Jogos Olímpicos de Atenas. Era o primeiro obstáculo a ser superado pelos gregos.
Jorge, o monarca: 'Vida longa à Grécia!'
O colegiado era encabeçado pelo príncipe herdeiro Constantino, tendo como principais auxiliares seus irmãos, os príncipes Jorge e Nicolas. Usando a influência da família real e recorrendo ao sentimento de patriotismo helênico, o comitê lançou mão – com sucesso – das associações e dos cidadãos gregos espalhados pelo mundo para conseguir polpudas doações. Os organizadores também sugeriram ao governo que emitisse uma série especial de selos e medalhas comemorativas aos Jogos, com a verba revertida para o evento. Tudo isso, somado à mais do que generosa ajuda do magnata George Averoff – que representou quase metade do total arrecadado –, possibilitou às autoridades locais a construção da infra-estrutura para a acomodação das dez modalidades esportivas previstas no programa dos Jogos Olímpicos: atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, tiro, natação, tênis, levantamento de peso e remo (essa última modalidade, entretanto, acabou não sendo disputada devido ao mau tempo). Além da reforma total do estádio Panathinaiko, centro pulsante das competições, foram erguidos o Velódromo de Neo Phaliro, um estande de tiro em Kallitheia e quadras de tênis, entre outras instalações.
Connoly: o primeiro campeão olímpico
Espírito olímpico – "Vida longa à nação. Vida longa à Grécia!" O rei Jorge declarou abertos os Jogos Olímpicos no dia 6 de abril – no calendário juliano, 25 de março, data em que se comemorava o 75º aniversário da independência da Grécia –, em uma concorrida cerimônia no Panathinaiko. Diversas filarmônicas marcaram presença, e reuniram-se para executar o Hino Olímpico, de autoria dos gregos Palamas e Samaras, que evocava o espírito imortal da Antiguidade. Bem ensaiado, o público formou um coro de 70.000 vozes, em um espetáculo tocante. Em seguida, já se iniciaram as provas de atletismo – as três baterias eliminatórias dos 100 metros, classificatórias para a final do dia seguinte, constituíram o primeiro programa. Na seqüência, foi a vez do salto triplo, com dez competidores, em que se coroou o primeiro campeão olímpico: o americano James Connolly, com um pulo de nada menos que 2,70 metros. A bandeira dos Estados Unidos foi colocada no centro da arena pelos homens da Marinha Real e aplaudida com entusiasmo pelos gregos, em uma generosa demonstração de reconhecimento e admiração pelo desempenho do vencedor, cuja rota até Atenas incluiu uma viagem transatlântica em um navio de carga.
A prova de natação, no Mar Mediterrâneo: uma contenda muito equilibrada
Esse cavalheirismo, aliás, foi uma constante no comportamento dos anfitriões, em todas as modalidades. Aproximadamente 240 atletas, de 14 diferentes nacionalidades, participaram dos Jogos Olímpicos. Mas os helênicos, apesar de torcerem apaixonadamente pelos heróis nacionais, congratulavam a todos como se fossem patrícios – o que despertou até a curiosidade de alguns competidores estrangeiros. "Eu não teria conseguido cumprimentar meu oponente se ele tivesse me superado em minha casa, como fez um atleta grego comigo", declarou um desportista americano. "Mas foi uma coisa muito bonita de se fazer." Durante todos os dias do evento, a população de Atenas se juntou aos estrangeiros nas ruas da cidade em fraternais demonstrações de integração. Todavia, a maior festa dos oito dias de disputa aconteceu durante a chegada da maratona, em que milhares de gregos viveram uma catarse coletiva com a vitória de Spiridon Louis (leia reportagem nesta edição). Houve boas disputas também no atletismo (dominado pelos desportistas dos Estados Unidos), na ginástica (modalidade em que os alemães foram soberanos), na esgrima e na natação, em que as nações estiveram mais equilibradas.
Spiridon na premiação: triunfo helênico
Fora do programa – Toda a premiação dos campeões ocorreu no último dia dos Jogos Olímpicos, em cerimônia presidida também pelo rei Jorge, com diversos convidados internacionais. Cada vencedor recebia, pelo seu feito, uma medalha de prata, um diploma e uma coroa de ramos de oliveira; ao segundo lugar era oferecida uma medalha de bronze. Depois da entrega dos lauréis, o atleta mais festejado do dia, o grego Spiridon Louis, deixou seu posto para dar uma volta no estádio – seguido nesse desfile improvisado por todos os outros atletas. Passado e presente voltavam a se unir depois de um hiato de 1.500 anos, enchendo de orgulho os gregos. O Barão de Coubertin celebrava. "Alcançamos nestes Jogos uma grande inovação, que foi a cooperação entre os povos e os esportes. É um enorme passo à frente, que lança as bases para um novo futuro."
O próximo encontro, de acordo com o plano quadrienal do Comitê Olímpico Internacional, acontecerá em Paris, em 1900. Mas o sucesso dos Jogos de Atenas pode trazer uma pequena dor de cabeça a Coubertin, que assumirá como presidente do comitê organizador do evento em solo gaulês. Em seu discurso de encerramento, o rei Jorge, empolgado com o efeito contagiante do evento sobre o moral da população, lançou uma frase que certamente não estava no programa dos homens do Comitê Olímpico. "Que a Grécia esteja destinada a ser o ponto de encontro pacífico de todas as nacionalidades, e que Atenas se torne a sede permanente dos Jogos Olímpicos." A sorte está lançada.



Para o Barão de Coubertin, idealizador da retomada dos Jogos Olímpicos, o importante não é vencer, mas simplesmente competir. Os atletas que triunfaram nas competições de Atenas, contudo, voltaram para casa com algo mais que a satisfação de conquistar uma vitória: foram presenteados com belíssimas medalhas. Os primeiros colocados ganharam medalhas de prata. Os que ficaram em segundo lugar receberam medalhas de bronze. No quadro ao lado, os países que somaram mais medalhas.
PaísPrataBronze
1Estados Unidos117
2Grécia1017
3Alemanha65
4França54
5Grã-Bretanha23
6Hungria21
7Áustria21
8Austrália20
9Dinamarca12
10Suiça12
11Países mistos11